Horta, 18 Maio 2012
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Na sequência da sua recente visita ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, onde foi confrontada com as suas dificuldades de financiamento para a investigação e estando previsto na reforma da Política Comum de Pescas que toda a gestão das pescas se fundamente em dados científicos, a Eurodeputada do PSD, Maria do Céu Patrão Neves, irá promover, no próximo dia 07 de Fevereiro pelas 15h00 em Bruxelas, um “workshop” intitulado “Conhecimento para uma melhor compreensão das potencialidades dos recursos marinhos: o mapeamento do fundo marinho”. Esta iniciativa de Patrão Neves prevê juntar a Comissária das Pescas e dos Assuntos Marítimos, Maria Damanaki, o Secretário de Estado do Mar, Prof. Manuel Pinto de Abreu e o Pró-Reitor para a Integração dos Assuntos do Mar da Universidade dos Açores, Prof. Ricardo Serrão Santos, de modo a ser uma oportunidade para o DOP apresentar a excelência da sua investigação aos mais altos responsáveis Europeus e Nacionais. Destaca-se o facto deste ser o primeiro evento em que a Comissária das Pescas, Maria Damanaki se encontra com Pinto de Abreu, Secretário de Estado do Mar, em Bruxelas, sendo organizado pela Eurodeputada do PSD. Segundo Patrão Neves “no meu entender, este é que deve ser o papel de um Eurodeputado: auscultar as necessidades da região que representa e colocá-las mais próximas dos responsáveis pelas políticas europeias e nacionais. Este é que é o verdadeiro lóbi, conseguir colocar os Açores no centro da discussão europeia, fruto das nossas boas práticas e das nossas especificidades. Foram estes propósitos que nortearam a ida da Comissão das Pescas do Parlamento Europeu aos Açores e agora também da vinda do DOP ao Parlamento Europeu para um workshop com Maria Damanaki e com Pinto de Abreu”.
No que concerne ao workshop, Maria do Céu Patrão Neves considera que “o mapeamento do fundo submarino é fundamental para um conhecimento preciso e detalhado do Oceano, assegurando um conjunto vasto e diversificado de vantagens, como sejam o melhor conhecimento da distribuição das espécies marinhas e de importantes áreas para a exploração de recursos biológicos, minerais e energéticos com interesse económico relevante”. Num período da história da humanidade em que os recursos pesqueiros escasseiam nalgumas regiões costeiras do globo e em que se procuram novas fontes de energia para contrariar os impactos negativos resultantes da utilização de combustíveis fósseis, “o estudo detalhado e mapeamento do Oceano profundo constitui uma necessidade urgente que deve ser compreendida e fomentada” conclui a Eurodeputada.