Horta, 18 Maio 2012
Publicação Periódica Online
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Foi sem qualquer surpresa que li num jornal local, um misto de comunicado e de propaganda, já que o conteúdo da noticia, mais parece uma operação de charme, no qual se conclui que o Conselho de Administração da UrbHorta afinal é sensível.
1 – Conhecendo a composição do Conselho de Administração, não seria de esperar que tomassem outra posição, relativamente à obra que está em curso, e que levassem em consideração o parecer da APADIF, deliberando proceder às alterações sugeridas.
Só não entendo, porque não o fizeram mais rapidamente, já que gastar o dinheiro dos outros é fácil e barato para os seus bolsos.
Será que estes senhores são imunes ou inimputáveis, já que deliberam assim tão facilmente, sem que alguém, nomeadamente quem os nomeou os responsabilize.
2 – Na última crónica onde abordava o assunto, sugeria que os membros do Conselho de Administração se demitissem.
Como agora vêm afirmar que são sensíveis às sugestões dos munícipes, espero que também acatem a minha sugestão, e que se demitam.
Assim, evitavam continuar a esbanjar o nosso dinheiro, demonstrando a sua mais que evidente falta de competência, para assumirem tais responsabilidades.
3 – Se vão proceder aos arranjos necessários, para respeitar a filosofia do projecto base, conforme consta do curto excerto publicado, é porque o mesmo foi alterado, modificação essa, que tudo leva a crer, seja da lavra do Conselho de Administração, ou de algum dos seus membros, pelo que a ser assim, deveriam ou deveria assumi-lo publicamente.
4 – Faço votos para que mais nenhuma associação faça uma visita profissional à obra, porque senão em Dezembro de 2011, ainda continuaremos a assistir a deliberações do Conselho de Administração, autorizando mais uma das muitas alterações sugeridas, ou por incumprimento de mais uma qualquer norma legal. A única entidade que na certa emitiria um parecer favorável, seria a Câmara de Comércio da Horta, pois o mais certo seria trocar o parecer original, ou então este extraviar-se. Nesse caso, seria mais difícil de explicar o extravio do mesmo, naquela distância de cerca de cinco centenas de metros, que distam entre a Câmara do Comércio, os Correios de Portugal e a UrbHorta.
5 – Já que estes senhores não têm o bom senso de se demitirem , e como o comum dos cidadãos, não os podem obrigar fazer, já que eles não são sujeitos a sufrágio popular, será que quem os nomeou, é conivente, ou está de acordo com a sua gestão, já que quem cala consente. Aliás, esta situação também não me espanta, pois o modelo de gestão utilizado na UrbHorta é em tudo semelhante ao utilizado na Câmara Municipal, mais parecendo decalcados.
Américo Borralho