Horta, 6 Setembro 2010
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A Direcção Regional das Comunidades, tem vindo a desenvolver vários «workshops» dedicados às diferentes áreas da expressão artística, convidando para o efeito, personalidades de origem açoriana, radicadas nos Estados Unidos da América, Canadá e Brasil.
Foram já contempladas as áreas das Artes plásticas, Dança, Fotografia, Música e Escrita criativa, todas elas promovendo a partilha de conhecimentos e de talentos, e revelando que, nas comunidades açorianas, têm surgido artistas que correspondem ao que de melhor sobressai nos países onde residem.
Em 2010, foram realizados os «workshops» Música em Viagem – 2, que encerrou com a realização de concertos em três cidades da Califórnia (Tulare, Sacramento e San Jose); o de Escrita criativa Texturas do Imaginário Açoriano, na ilha do Pico.
Agora, vai dar-se início à segunda edição do «workshop» Danças & Voltas com Sentido & Memória, que reúne os bailarinos participantes no primeiro encontro, vindos do Brasil, Canadá e América e a que se juntam outros dos Açores.
Pretende-se com esta iniciativa, voltar a proporcionar o encontro entre jovens que têm feito da Dança a forma de expressarem os seus sentimentos e o seu talento, usando estilos que tocam o clássico e vão até ao ritmo mais contemporâneo. Os bailarinos açorianos juntam-se a esta iniciativa proporcionando, a todos, uma maior abrangência de métodos de expressão através da dança.
Ao encerrar este «workshop» – do qual fazem parte Flávio Azeredo e Marcelo Lages (Brasil), Kara Miranda Lawrence, Laura Furtado, Melissa Nascimento e Liliane Damas (Canadá), Kayla Rodrigues (América), Rafael Canto, Tiago Correia, Clara Nemésio, Luana Melo, Maria João Gouveia Costa e Catarina Medeiros (Açores) –, serão realizados espectáculos nas cidades de Angra do Heroísmo – Teatro Angrense, às 21H30, 10 de Setembro; Horta – Teatro Faialense, às 21H30 do dia 11; e Ribeira Grande – Teatro Ribeiragrandense, às 21h30, 12 de Setembro, todos com entrada livre.
Os Estaleiros Navais de Peniche vão adquirir 49 por cento do capital social da Naval Canal, empresa de construção naval do Pico, tendo em vista o desenvolvimento deste sector nos Açores, anunciou o Governo regional.O Conselho de Governo aprovou a aquisição pela Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental de 49 por cento do capital da Naval Canal, autorizando ainda a sua venda aos Estaleiros Navais de Peniche.
O vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, que apresentou Sábado em Ponta Delgada as conclusões da reunião do Governo, destacou a “importância do conhecimento e da experiência” que os estaleiros de Peniche vão trazer para a região.
Segundo Sérgio Ávila, o Governo regional “aposta no desenvolvimento” do sector da construção naval, que considera ser “estratégico” para o arquipélago.
A venda de 49 por cento do capital na Naval Canal aos Estaleiros de Peniche permitirá ainda proceder a uma reestruturação da empresa açoriana, garantindo “a manutenção da infraestrutura existente, a promoção dos estaleiros, o alargamento da prestação de serviços e a criação de emprego qualificado”.
Ainda na área económica, o Governo açoriano decidiu alargar em “três anos” o prazo de reembolso dos incentivos concedidos na área do turismo.
Este alargamento abrange as componentes reembolsáveis dos incentivos atribuídos para a construção do Hotel Residencial do Mar, em S. Miguel, do Hotel Colombo, em Santa Maria, e das unidades de turismo rural Quinta dos Figos, na Terceira, e Quinta do Vale, no Faial.
“Com esta medida, o Governo pretende reforçar a capacidade financeira das empresas do sector turístico”, salientou Sérgio Ávila.
Ao nível interno, o Conselho de Governo aprovou uma alteração da orgânica do executivo, promovendo a criação da Direção Regional dos Assuntos do Mar e a agregação das atuais direções regionais do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos e do Ambiente.
Segundo Sérgio Ávila, esta medida, “que é feita sem aumentar as despesas de funcionamento”, tem como objetivo “criar uma direção regional especificamente destinada aos assuntos do mar, dando corpo às competências que a região passou a deter em matéria de gestão do espaço marítimo”.
Motivados pelo exemplo de familiares ou simplesmente impelidos pelo espírito de aventura, muitos jovens procuram um futuro no Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), em Lamego, sem receio da disciplina que sabem que lhes será exigida.A comemorar 50 anos – uma data a assinalar segunda feira numa cerimónia presidida pelo Presidente da República – o CTOE reúne anualmente um elevado número de voluntários, mas as desistências também são muitas.
De 76 jovens que iniciaram a 19 de julho a formação geral comum mantêm-se 64 e a experiência de anos anteriores leva a prever que menos de metade chegarão a graduados em Operações Especiais.
Apesar de estar ainda na reta inicial da formação, Miguel Morais, do Bombarral, está convencido de que vai conseguir seguir as pisadas do avô, major das Operações Especiais.
“O meu avô é uma pessoa bastante disciplinada. Só mesmo aqui é que se consegue ganhar aquela disciplina”, considerou, contando que ele “tenta incutir isso a qualquer neto”.
Por ser “o neto mais velho da família”, o jovem de 20 anos sabia que seria “um orgulho gigante” para o avô se ingressasse no CTOE.
“Visto que eu também estava a precisar disto, estava a precisar de me encaminhar na vida, vim para aqui”, sublinhou.
Nodirkhon Tursunkhodjaev nasceu no Uzbequistão há 20 anos e está há oito em Portugal, mas a vontade de ingressar nas Operações Especiais foi buscá-la às suas raízes.
“No meu país o meu avô era o procurador distrital e a minha mãe costumava contar histórias sobre as condecorações, as cerimónias a que ele assistia. O sonho foi crescendo, eu sempre gostei de disciplina, fui educado com firmeza e decidi vir para aqui”, contou.
Se alguns jovens se intimidam com o grau de exigência do curso, para Nodirkhon Tursunkhodjaev esse foi um dos aspetos que o cativou.
“Sempre fui uma pessoa exigente comigo. Sem treino não se vai a lado nenhum”, assegurou, contando que o lema do CTOE – “vontade e valor” – é igualmente o seu.
Também Alexandre Maia, 24 anos, de Vila Nova de Famalicão, gosta do rigor que lhe exigem.
“Em tudo o que faço, faço-o com rigor, porque sou exigente comigo”, frisou o jovem, que não tem militares na família e encara o CTOE como “um desafio” a que se propôs e “uma porta aberta para o futuro”.
A mudança da vida civil para a militar exige, no entanto, sacrifícios.
“Se estamos aqui é com um objetivo e temos que fazer tudo e abdicar de certos hábitos que tínhamos no mundo civil. Ir à discoteca, beber álcool, tudo isso influencia na nossa preparação física e se realmente queremos chegar ao fim temos que fazer um esforço”, considerou Alexandre Maia.
Para Miguel Morais “muda tudo” desde que se entra numa instituição militar, uma vez que, mesmo em momentos da vida em que esteja vestido à civil, se sente “o peso da farda”.
“Se amigos que estão com desconhecidos dizem ‘o Miguel é militar’ eu vou ser um exemplo de todos os militares existentes em Portugal, mesmo estando à civil. Não é preciso ter a farda”, garantiu.
Com o tempo a correr de feição, decorreu de forma organizada a “Subida ao Pico Mais Alto da República”. Cerca de 90 pessoas participaram nesta jornada, numa iniciativa da Presidência do Governo Regional, através da Direcção Regional da Cultura, integrada nas comemorações do Centenário da República e, ao mesmo tempo, em homenagem a Manuel de Arriaga.
A partir da meia-noite do dia 4 de Setembro, os participantes começaram a concentrar-se na Casa da Montanha. O Director Regional da Cultura, Jorge Bruno, descerrou uma lápide comemorativa, em conjunto com os dois alpinistas, João Garcia e Luís Bettencourt. Numa breve saudação aos presentes, traçou os objectivos da jornada e o seu significado simbólico. Frisou que a placa havia sido ali colocada por razões de ordem ambiental que norteiam a acção do Governo e que essas mesmas razões deviam ser seguidas pelos outros visitantes. Segundo as suas palavras, “na Montanha do Pico só se deixam as pegadas e de lá só se trazem as fotografias”.
Após a alocução do Director Regional, organizaram-se os grupos, com um máximo de 10 pessoas por cada guia. Presenteados com um belíssimo céu estrelado, os grupos atingiram sem dificuldade a cratera, onde foram lidos versos do livro de Manuel de Arriaga, Canto ao Pico.
No final foi hasteada a bandeira nacional e tiradas fotografias com a t-shirt oferecida a cada participante.
É mais uma iniciativa integrada na temporada de artes visuais “Horta Contemporânea”.
Em exposição estão trabalhos de cinco artistas e três áreas: moda têxtil, fotografia e joalharia.
Neri Duarte, Luísa Pedroso e Romeu Bettencourt expõem joalharia de autor.
Ana Silva expõe moda e têxtil com a sua colecção Outono/Inverno 2010.
No ramo da fotografia podem vislumbrar-se os trabalhos de Rodrigo Sá da Bandeira.
Os trabalhos estão patentes no Centro de Cultura e Exposições (antigas instalações do Banco de Portugal) até 18 de Setembro, de Segunda a Sábado, das 16 às 21h00.
RTP/A
O colectivo que julgou o processo Casa Pia condenou esta sexta-feira seis arguidos a penas que oscilam entre os cinco anos e nove meses e os 18 anos de prisão efectiva, tendo absolvido Gertrudes Nunes.O apresentador televisivo Carlos Cruz foi condenado a sete anos de prisão efectiva pelo colectivo de juízes liderado por Ana Peres.
O ex-provedor adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão efectiva
O embaixador Jorge Ritto foi condenado a seis anos e oito meses.
O médico João Ferreira Diniz foi condenado a sete anos de prisão efectiva
O advogado Hugo Marçal foi condenado a seis anos e dois meses de prisão efectiva
Por sua vez, Gertrudes Nunes foi absolvida de todos os crimes de que estava acusada pelo colectivo de juízes liderado por Ana Peres.
O colectivo de juízes do caso Casa Pia determinou ainda que seis dos arguidos têm que indemnizar as vítimas com valores que variam, para cada uma, entre 15 mil e 25 mil euros.
Carlos Silvino terá que indemnizar 20 vítimas com 15 mil euros cada.
Carlos Cruz tem duas vítimas para indemnizar com 25 mil euros cada, Ferreira Diniz três, Jorge Ritto uma, Hugo Marçal duas e Manuel Abrantes duas.
Em 2009, 623 idosos participaram nos programas de turismo sénior promovidos pelo Inatel Açores. Em 2010, só entre os meses de Março e Maio, participaram outros 407. Entre Janeiro de 2009 e Maio de 2010, 1.030 idosos do Arquipélago participaram nos programas de turismo sénior promovidos pelo Inatel Açores. A informação foi avançada por Ivone Brasil, Delegada Regional da instituição que se dedica à promoção e ocupação de tempos livres.
Em 2009, na primeira fase do programa Turismo Sénior, de Janeiro a Junho, 46 idosos viajaram até ao Faial; 138 à Terceira e 142 a S. Miguel. Na segunda fase, de Outubro a Dezembro, 123 visitaram a Terceira e 147 S. Miguel. Em 2010, na terceira fase do programa, mais concretamente de Março a Maio, 90 pessoas foram ao Faial; 169 à Terceira e 148 a S. Miguel.
Ao abrigo do programa “Turismo para Todos/Açores – 60+ - Nunca é tarde para conhecer os Açores” realizaram-se na época 2009 (Agosto a Novembro) 12 viagens e na época 2010 (Fevereiro a Maio) outras 12 viagens. “Nas duas épocas, realizou-se um total de 24 viagens, com origem em todas as ilhas e com destino a Faial, Flores, Graciosa, Pico, S. Jorge e Santa Maria. Para cerca de 1.000 açorianos não foi tarde para conhecerem a sua terra”, afirma Ivone Brasil a este jornal.
O Inatel promove dois tipos de programas turísticos. “Por um lado, temos os programas que são promovidos por diversos ministérios do Governo Português e organizados e geridos pela Fundação. Refiro, concretamente, o Turismo Sénior, o Saúde e Termalismo Sénior, o Turismo Solidário, o Abrir Portas à Diferença e o Turismo Educativo Júnior”, explica a delegada regional. “E registo também o Programa 60+ Açores. Este é promovido pelo Governo Regional dos Açores (via secretarias regionais da Economia e dos Assuntos Sociais), sendo organizado e gerido pela Fundação Inatel.” Noutra vertente, o INATEL promove viagens nacionais e internacionais, organizadas exclusivamente pela fundação e compostas por uma oferta diversificada de destinos. “Nas viagens nacionais encontramos passeios de um dia, circuitos temáticos, turismo activo/natureza, ilhas e praias. As opções para o estrangeiros são variadíssimas, podendo o nosso cliente escolher desde Espanha até à China, do Norte da Europa à Índia, de Marrocos ao Dubai, do Báltico às Américas, passando pelas eternas França, Itália e Grécia”, refere Ivone Brasil.
in Expressodasnove
Decorreu até ontem, no Centro de Congressos de Lisboa, o maior congresso da história da FIP - o 70.º Congresso Mundial da Farmácia e das Ciências Farmacêuticas. Este evento contou com o número recorde de 3.090 participantes oriundos de 116 países.
Subordinado ao tema “Da molécula ao medicamento com vista à maximização de resultados - uma viagem exploratória pela farmácia”, o congresso, organizado pela FIP com o apoio da ANF, teve início a 28 de Agosto e contou com a participação da ministra da Saúde, Ana Jorge, na cerimónia de abertura, no dia 29. Na intervenção que fez, a ministra salientou a proximidade do farmacêutico à população de Portugal e o contributo do farmacêutico para garantir o acesso ao medicamento.
O congresso permitiu o debate de inúmeros temas da actualidade, como, entre outros, a segurança dos doentes, a falsificação de medicamentos, a gripe pandémica, as terapêuticas avançadas, os meios tecnológicos aplicados à saúde, os antibióticos e os genéricos. Foram ainda apresentados no congresso estudos importantes, entre eles um que conclui que o aconselhamento sobre saúde prestado pelos farmacêuticos permite a poupança de centenas de milhões de euros.
Os próximos congressos da FIP realizam-se em Hyderabad (Índia), em 2011, sob o tema “Comprometer a Segurança e a Qualidade, um Caminho de Risco”, e em Amesterdão (Holanda), em 2012, no ano do centenário desta organização, dedicado a “Melhorar a Saúde através do Uso Responsável dos Medicamentos”.
O presidente da JS/Açores, Berto Messias, defendeu esta sexta-feira a criação de bancos de manuais escolares nas bibliotecas municipais existentes no arquipélago, considerando que a medida pode reduzir as despesas das famílias com a educação dos filhos.“Esta é uma medida que pode dar um contributo importante às famílias, diminuindo as despesas que têm com a educação dos filhos”, refere Berto Messias na carta, divulgada pela JS/Açores.
Neste documento, defende que “os municípios utilizem as estruturas que já têm afectas às suas bibliotecas municipais e criem uma valência que seja capaz de ter mecanismos para troca e empréstimo de livros”.
O líder da JS/Açores considera, no entanto, que devem ser definidas regras, incluindo a definição de quem pode recorrer a estes bancos e penalizações para quem danificar ou não conservar devidamente os manuais.
A escalada, que deveria ter começado às 2:00, teve que ser adiada por algumas horas devido a constrangimentos meteorológicos que apenas foram ultrapassados ao início da manhã.
A colocação da bandeira da monarquia constitucional no topo do Pico pretendeu ser uma homenagem ao “sistema político que criou a democracia portuguesa”, além de assinalar os 65 anos do fim da II Guerra Mundial.