Horta, 18 Maio 2012
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26 de Janeiro de 2011

Já há bastante tempo que não visitava o Parque do Capelo, fi-lo  no passado dia dezasseis de Janeiro, e fiquei estupefacto com as mudanças que por ali estão a ser operadas.
Na verdade fui confrontado com o maior atentado, que poderia ter sido feito àquela infra-estrutura de laser, a qual era motivo de orgulho de todos os Faialenses e de funcionários dos Serviços Florestais. Eu próprio utilizava aquele espaço como sendo um dos pontos de atracção turística, e quando mostrava  a ilha a qualquer amigo vindo do exterior, aquele parque era uma paragem obrigatória, deixando-os a todos maravilhados.
Mas voltando ao motivo que me levou a escrever estas linhas, trata-se tão somente o atentado cometido contra aquele parque, pois não consigo entender, como algum responsável por aquele espaço aprove aquela intervenção, que considero atingir as raias da criminalidade, sim porque “aquilo” que está a ser construído, os materiais utilizados, a arquitectura, são a antítese do espírito que levou à construção deste parque, e que foi o resultado de muita carolice dos funcionários e responsáveis dos Serviços Florestais.
Não venham agora os responsáveis, defender a velha máxima, de que, quando se realiza uma ampliação ou remodelação  de um edifício antigo, ou fazemo-lo com uma traça exactamente igual à existente, ou se rompe completamente com esta. Isto até pode ser verdade, e resultar em edifícios como a Casa Grande, mas aplica-lo ao Parque do Capelo, com o seu ambiente muito próprio, a sua arquitectura, a sua integração ambiental, afigura-se na minha modesta opinião numa atitude criminosa.
Podem os responsáveis vir a público dizer que, as instalações sanitárias estavam desadequadas, e que não possuíam instalações para deficientes, plenamente de acordo, mas será que tornar as instalações modernas e condignas, não poderia ter sido conseguido através da construção de uma casa com traça tradicional, executada em pedra, à semelhança do excelente trabalho que foi realizado no pós-sismo, com a construção da moradia tradicional, erguida a poucos metros do actual mamarracho.
Com certeza que a grande maioria dos Faialenses ficaria bem mais agradado com uma solução desse tipo.
Para construírem aquele Mausoléu, deveriam no mínimo ter algum cuidado na escolha de materiais, nomeadamente, utilizar ao invés das cúpulas um vidro acrílico branco, réplicas da pirâmide do Louvre, pelo menos seria mais chique. Ao invés do pavê vermelho, que  deveria ser azul, pois estava mais de acordo com o nome da ilha.
Enfim, para descrever todas as incoerências, seria um rol interminável, a titulo de exemplo  e apesar de ter sido uma passagem apenas pelo exterior, e para alem das já referidas, gostaria de salientar as placas de sinalética, as madeiras exóticas e o betão à vista. Bem para disfarçar fizeram alguns revestimentos em pedra serrada.
Desconheço quem sejam os responsáveis por tão vil atentado, mas quero aqui repartir as culpas entre o arquitecto projectista, que não teve qualquer sensibilidade, para perceber qual o enquadramento da mesma, e os responsáveis por tomarem a decisão de construção.
Pelo menos estes últimos, tinham a obrigação de acautelar melhor o interesse público, e o dinheiro dos contribuintes, evitando a tomada de decisões deste tipo, colocando à discussão pública, ou pelo menos publicando previamente estes projectos para que os Faialenses, como principais interessados, se possam pronunciar, evitando a execução de obras que ao invés de serem motivo de orgulho e satisfação, sejam motivo de discórdia e tristeza.
Mais uma vez venho manifestar o meu mais veemente protesto pela forma como os governantes desta ilha, e os seus representantes, vão desbaratando o nosso dinheiro, apesar da crise que vamos atravessando.
Para terminar, peço a todos os faialenses que façam uma visita ao Parque do Capelo, e caso concordem com a minha opinião, tornem público os seus protestos, para que estes senhores saibam que a população repudia veementemente a sua actuação.

Américo Borralho



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11 de Janeiro de 2011

Foi sem qualquer surpresa que li num jornal local, um misto de comunicado e de propaganda, já que o conteúdo da noticia, mais parece uma operação de charme, no qual se conclui que o  Conselho de Administração da UrbHorta afinal é sensível.
 
       1 – Conhecendo a composição do Conselho de Administração, não seria de esperar que tomassem outra posição,  relativamente à obra que está em curso, e que levassem em consideração o parecer da APADIF, deliberando proceder às alterações sugeridas.
      Só não entendo, porque não o fizeram mais rapidamente, já que gastar o dinheiro dos outros é fácil e barato para os seus bolsos.
      Será que estes senhores são imunes ou inimputáveis, já que deliberam assim tão facilmente, sem que alguém, nomeadamente quem os nomeou os  responsabilize.
 
        2 – Na última crónica onde abordava o assunto, sugeria que os membros do Conselho de Administração se demitissem.
        Como agora vêm afirmar que são sensíveis às sugestões dos munícipes, espero que também acatem a minha sugestão, e que se demitam.
       Assim, evitavam continuar  a esbanjar o nosso dinheiro, demonstrando a sua mais que evidente falta de competência, para assumirem tais responsabilidades.
 
         3 – Se vão proceder aos arranjos necessários, para respeitar a filosofia do projecto base, conforme consta do curto excerto publicado, é porque o mesmo  foi alterado, modificação essa, que tudo leva a crer, seja da lavra do Conselho de Administração, ou de algum dos seus membros, pelo que a ser assim, deveriam ou deveria assumi-lo publicamente.
 
         4 – Faço votos para que mais nenhuma associação faça uma visita profissional à obra, porque senão em Dezembro de 2011, ainda continuaremos a assistir a deliberações do Conselho de Administração, autorizando mais uma das muitas alterações sugeridas, ou por incumprimento de mais uma qualquer norma legal. A única entidade que na certa emitiria um parecer favorável,  seria a Câmara de Comércio da Horta, pois o mais certo seria trocar o parecer original, ou então este extraviar-se. Nesse caso, seria mais difícil de explicar o extravio do mesmo, naquela distância de cerca de cinco centenas de metros, que distam entre a Câmara do Comércio, os Correios de Portugal e a UrbHorta.
 
         5 – Já que estes senhores não têm o bom senso de se demitirem , e como o comum dos cidadãos,  não os podem obrigar fazer, já que eles não são sujeitos a sufrágio popular, será que quem os nomeou, é conivente, ou está de acordo com a sua gestão, já que  quem cala consente. Aliás, esta situação também não me espanta, pois o modelo de gestão utilizado na UrbHorta é em tudo semelhante ao utilizado na Câmara Municipal, mais parecendo decalcados.

 

 

Américo Borralho



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30 de Dezembro de 2010

Foi com alguma satisfação que li no Incentivo do passado dia 27 de Dezembro, um Comunicado da Comissão Politica do PSD, do Faial, lamentando as obras já realizadas e em curso na Avenida.
Este comunicado tem um senão,  peca por extemporâneo, pois foi  preciso a realização de várias obras para que o principal partido da oposição, venha a público tomar posição. Se estivessem atentos teriam detectado que eu próprio já tinha abordado o assunto em duas crónicas publicadas no Faial Online em 11 Março de 2009, sob os títulos “Ideia Brilhante” e “Cidade Museu Mundial”.

 
Lamento que tais escritos não tenham tido qualquer resultado pratico, talvez porque a qualidade do texto não tenha sido a ideal, ou porque os lideres da oposição e os responsáveis políticos da edilidade, tenham andado completamente distraídos, não tendo em conta as opiniões que vão sendo manifestadas publicamente, pelos seus munícipes.
Para que não percam tempo a procurar as referidas crónicas, quero relembrar que as mesmas se referem às várias intervenções desgarradas que têm sido levadas a cabo pela edilidade, sem qualquer orientação ou plano, pré-definidos. Mais sugeria a elaboração de um plano de requalificação, aprovado com um “pacto de regime” entre as várias forças politicas, sendo todas as intervenções pontuais a realizar, escrupulosamente enquadradas no referido plano.

 
Infelizmente estas sugestões caíram em cesto roto, e passaram ao lado dos responsáveis políticos, que continuam a realizar intervenções desgarradas.
Bom, mas o que mais me indignou enquanto faialense, foi a intervenção do sr. Presidente da UrbHorta, na entrevista publicada no Incentivo de 14 de Dezembro, onde ficou bem claro a sua total falta de respeito pela boa gestão dos dinheiros públicos, seja por falta de formação, seja por falta de “jeito”.
Enquanto cidadão, não posso alterar esta situação, já que estes pretensos gestores, não são sufragados pelo voto, sendo na sua maioria das vezes, nomeados pela sua cor politica, pelos serviços prestados ao partido, e nunca pelas suas aptidões técnicas capacidades, qualidades e desempenhos.
Mas voltando ao teor das afirmações do sr. Presidente da UrbHorta, não posso deixar de salientar aquela que mais contribuiu para a minha revolta.
“O que se pensou foi que enquanto não há intervenção profunda mais vale fazer pequenas intervenções que melhorem a qualidade do que deixa-las assim eternamente”.

 
Pasme-se, a Câmara da Horta é governada há mais de quinze anos pelo Partido Socialista, sem que os seus signatários tenham realizado qualquer esforço para a elaboração de um projecto de recuperação global da Avenida. Ao invés disso, como diz o ditado “com papas e bolos se enganam os tolos”, vão fazendo pequenas intervenções, como aquela, que está em curso, sem que para tal tenham qualquer ideia de conjunto, ou linha de rumo.

 
Assim a razão da minha indignação resulta do facto de o responsável máximo da UrbHorta, vir admitir publicamente, que vão gastando o nosso dinheiro em pequenas intervenções desgarradas, para quando existir um Plano de Requalificação da Avenida, todos os  gastos com estas pequenas intervenções, serão deitados para o lixo, já que estas intervenções serão totalmente demolidas, pois dificilmente se integrarão no novo Plano, a menos que este seja uma manta de retalhos.
Esta minha indignação ainda se agravou, ao ler as notícias de hoje, o sr Presidente da APADIF, vem a publico demonstrar que a incompetência destes Senhores é ainda maior, e que o nosso dinheiro está mesmo entregue aos bichos.
 
Por isso, enquanto Faialense contribuinte exijo que estes “gestores” destas entidades,  pensem bem antes de tomarem estas decisões, ou então coíbam-se de proferir este tipo de afirmações públicas.

 

 

 
P.S. -  Melhor fariam se tivessem o bom senso de se demitirem.

 

 

Américo Borralho



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21 de Abril de 2010

Desde a chamada rotunda da avenida, que os responsáveis, pelas estradas do Faial, nunca mais foram capazes de ultrapassar o trauma da péssima solução que encontraram para terminar a avenida, ou será que era apenas para conseguirem facilmente voltar atrás.
Podemos concluir que o trauma foi tão grande que foram precisos cerca de cinquenta anos, para se aventurarem numa segunda tentativa, a qual se concretizou, na chamada rotunda da “Mobil”, e que foi o que se viu, pois apesar das inúmeras intervenções e alterações a que foi sujeita, resultou no aborto, técnico e regulamentar que todos conhecem.

Passados mais quinze anos, surgiu a rotunda da Lomba, e o resultado está à vista, um somatório de erros técnicos de palmatória.
Eis que surge o anúncio do avanço das obras da chamada variante, e aí todos os Faialenses, como eu, ficamos na expectativa pois tratando-se de uma estrada construída de raiz, com projectistas, não faialenses, todos pensamos “vamos ter duas novas rotundas sem erros técnicos graves”.
Não podíamos estar mais errados, já que as expectativas saíram completamente goradas, pois nos deparámos com aqueles dois abortos, que ainda não tinham sido abertas ao transito e já estavam a ser sujeitas a correcções . Foi bastante estranho verificar, que para alem dos erros do passado, ainda foram acrescentando mais alguns, ao longo rol.

Aqui há alguns meses o Jornal o Incentivo, dava noticia, não sei se intencionalmente, da elaboração de um conjunto de normas e regras, a respeitar na construção de rotundas.
Assim, e para terminar, suplicamos a todos os responsáveis pelos serviços público e possíveis projectistas de novas rotundas para o Faial, que consultem e estudem o referido manual, e que o apliquem na integra, para que não nasçam mais rotundas aborto.

Já agora, e se a próxima tiver a ver com a variante, os responsáveis que tenham o bom senso de corrigir as executadas na chamada primeira fase, os Faialenses agradecem.

 

 

 
 
Americo Borralho



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11 de Março de 2009

Chegou o visitante à bela cidade da Horta, a qual já não visitava à vinte anos, e pasme-se, porque achou que estava mais novo vinte anos, já que tinha encontrado uma cidade parada no tempo.

 
O comentário deste visitante, deu nos a ideia de sugerir que os responsáveis pela Edelidade que  candidatem a cidade da Horta a um qualquer programa Museológico Mundial, pois senão vejamos, a Câmara não precisava de fazer qualquer investimento, bastava continuar a manter a cidade neste marasmo, de não fazer nada, para ter lugar garantido no mesmo,  seria a cereja em cima do bolo.

 
Se fizermos uma retrospectiva do passado, constatamos que sempre que surge uma uma cabeça pensante com uma ideia, por mais digna que seja, surgem logo os “Velhos do Restelo”, que toda a gente sabe onde vivem e onde costumam atacar, com uma campanha orquestrada para matar a ideia à nascença, não vá ela vingar e dar frutos.
Nas ultimas décadas muito se tem falado em obras emblemáticas para esta cidade, Variantes, Recuperação da Avenida, Estacionamento, Ordenamento, Zona Industrial, etc, etc. contudo nenhuma delas viu a luz do dia, não passaram de abortos, ainda que expontâneos, isto sem entrarmos em delongas, dos prós e contras de cada uma delas.

 
Será que não estamos no tempo certo para fazer um  “pacto de regime” entre todos os partidos e encomendar um Plano de Ordenamento, sério, honesto e sem compadrios, e aí sim, avançar depois com projectos sectoriais, mas devidamente enquadrados, obedecendo escrupulosamente ao referido Plano, tapando de vez a boca áqueles, que nunca fizeram nada por esta terra, e sempre viveram de expedientes, apenas sabem criticar o trabalho dos outros.

 
Todos temos noção, de que os recursos são escassos, por isso não podemos esbanja-los de qualquer maneira, assim por favor não gastem o nosso dinheiro mal gasto, é para isso que a população vos elegeu.

 

 
 
 AMÉRICO BORRALHO



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Ideia Brilhante  
 
 
Foi preciso esperar um mandato completo desta idelidade, para encontrar uma cabeça iluminada que tirasse da cartola esta “Ideia Brilhante”, que veio por fim, disfarçar aquele mausuleu, no individamente chamado “Jardim da Avenida”.

 
Pretendiamos apenas com este texto, dar notariedade áquela obra, mas já que estamos a falar de instalações sanitárias públicas, não podemos deixar passar em claro, a oportunidade, para chamar a atenção para o degradante estado de conservação em que as mesmas se encontram, sendo um péssimo cartão de visita, quer para os visitantes, quer para os habitantes desta ilha. Poderão alguns dizer que aquilo é o resultado da falta de civismo dos utentes, e muito provavelmente terão razão, mas não podemos responder da mesma moeda, deixando ao abandono daqueles espaços, pelo que teremos que ser mais imaginativos e encontrar solução para minorar este problema, senão irradica-lo de vez.

 

 
AMERICO BORRALHO



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