10 de Dezembro de 2009
Se fizermos um exercício de memória podemos reconhecer à nossa volta situações que começaram muito bem e acabaram muito mal. Podíamos falar de artistas que depois de chegarem ao sucesso acabaram suicidando-se ou que depois de serem ricos acabaram na miséria.
Podíamos falar de empresa prósperas que foram à falência, de figuras públicas que mais ninguém se lembra….
Mas gostava de reflectir um pouco sobre os relacionamentos conjugais dos nossos dias.
Portugal continua a ser um dos países com maior número de casamentos. A ideia bonita de partilhar uma vida a dois com compromisso continua na mente das pessoas. Quer queiramos quer não, a maioria das pessoas sente um vazio muito grande se não tiver com quem partilhar a sua vida. Adão, sendo perfeito e estando no paraíso, sentiu-se só. Quem somos nós para não sentir esse legitimo desejo?
Normalmente, todos os casamentos tem um início bonito, uma história de amor que fez vibrar os apaixonados. Nesse tempo de namoro existe uma vontade muito grande de conhecer o outro e de dar-se a conhecer. Para honrar o namorado, oferecem-se presentes, dizem-se palavras bonitas, valoriza-se a pessoa, reconhecendo as suas qualidades e não há vergonha de assumir até publicamente que estamos apaixonados e que essa pessoa é fantástica. Pode não ser perfeita, mas é alguém com quem nos vemos a partilhar a vida, daí ser muito especial.
Dizem que, nesse período, parecemos um pouco tolos, andamos nas nuvens, com a cabeça no ar.
Há uma atmosfera especial, inventam-se palavras carinhosas, alcunhas amorosas, alguns até falam à bebé para o seu mais que tudo. Enfim…
Concordo que até se fazem algumas figuras engraças nesta fase do amor, da descoberta, do desejo de partilha. Mas, continuo a acreditar que este tempo de namoro é muito importante para o relacionamento.
Ninguém casa para partilhar um empréstimo da casa, ou pagar em conjunto as contas da água ou da luz, nem pela alegria de ter um carro novo.
Casamos para sermos felizes. O que nos leva a casar é o amor e não as contas, os empréstimos, os bens materiais que vamos conquistando.
Porém, muitos casamentos esquecem-se da razão pela qual foram contraídos. As pessoas transforma-se de namorados em companheiros de contas para pagar, e é tão fácil cair nisso.
A cultura materialista em que vivemos, a agressividade comercial, a vaidade das marcas, o status social de poder mostrar algo de bom, sob a desculpa “eu preciso, ou estava precisar”, fazem de muitos relacionamentos conjugais um sufoco financeiro, que não deixa margem para uma diversão, umas férias, um viagem, um jantar especial. Aquelas coisas que guardamos da vida e das quais nos lembramos com carinho e saudade.
Os anos vão passando e os sacrifícios, as discussões arrefecem aquele relacionamento “tolo” que nos fazia felizes, que começou tão bem e que parecia não ter hipótese da acabar, mas acabou…
O fim, cada vez mais, é o divórcio, que se apresenta como a grande solução, o fim de todos os males e a esperança de uma nova vida.
Bem, é uma solução, não acredito porém, que seja tão boa como se esperava, pois constato que muitos daqueles que por aqui passam não adquirem a paz que desejavam, a alegria que pensavam e muitas vezes acabam pior do que estavam no seu casamento.
Quanto aos filhos quando os há, ouve-se dizer é o melhor para eles. Compreendo que pensem desta forma, mas fico a pensar que o melhor eles nunca vão ter. Pois, para as crianças o melhor dos melhores é viverem com ambos os pais e isso é-lhes arrancado.
Não concordo que todos os casamentos acabem assim, pelo contrário a experiencia que tenho é de cada vez mais felicidade no meu casamento, uma história mais forte, mais íntima, com maior cumplicidade e gratidão.
Creio que há princípios fundamentais que têm que ser vividos, para que o casamento seja feliz e aumente a alegria daquele primeiro namoro.
A declaração de Adão quando recebeu sua mulher é profunda e é a base do casamento: esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne… portanto, deixará o varão pai e a sua mãe e serão ambos uma carne.
Uma só vida, dois seres que puseram de parte terem a sua vida individual, com todas as potencialidades que poderiam ter enquanto indivíduos, mas que optaram por viverem uma única vida. Pensada a dois, mas com mesmos objectivos, os mesmos sonhos, lutando as mesmas lutas, fazendo os mesmos sacrifícios, tendo a mesma importância, e obtendo as mesmas vitórias e conquistas.
O divertimento mútuo, o prazer em estar com o cônjuge, o encontrar divertimentos que ambos possam sentir gozo são fundamentais para que a cumplicidade cresça e a “chama” do amor não se extinga.
Lembro-me de uma aula em que tive a oportunidade de ouvir um psicólogo especializado e relacionamento conjugais dizer que apenas 5% dos casais conseguem obter uma verdadeira intimidade.
Não se referia á parte sexual, mas sim á capacidade de comunicar dentro do casamento ao ponto de se conseguir falar sobre os medos, as frustrações, os sonhos, e todos aqueles sentimento que por vezes ficam fechado numa espécie de cofre onde ninguém tem acesso. Quando se consegue essa capacidade de revelar as nossas fragilidades, consegue-se a verdadeira intimidade que tão poucos a encontram.
O casamento é como uma linda flor num vaso. Ela continuará a expressar a sua beleza e o seu bom perfume se for cuidada. Se não a regarem, ou tratarem depressa ficará feia e acabará por morrer.
Não devemos permitir que aquilo que começou tão bem possa acabar mal.
Como dizia alguém… façam-me um favor sejam felizes!
Rui Sabino
20 de Maio de 2009
Transcrevo um texto que rebebi de um amigo, e que gostaria de partilhar …
O célebre hino “Amazing Grace” deu o título ao novo filme de Michael Apted, baseado na vida de William Wilberforce, um dos lutadores pela abolição da escravatura. Depois de ter chegado aos cinemas de Inglaterra, dos Estados Unidos e do Canadá, no início de 2007, “Amazing Grace” foi agora anunciado para estrear em Portugal a 21 de Maio de 2009.
“Compelling and thought-provoking!”, escreveu o The Daily Telegraph. O jovem Willberforce (1759-1833) , membro da Câmara dos Comuns desde os vinte e um anos, tornou-se um crente evangélico. Recém convertido, procurou o conselho pastoral junto de John Newton, o autor do célebre hino “Amazing Grace”. Em 1786, Wilberforce começou a levantar-se cedo para ler as Escrituras, orar e escrever o seu diário. Neste mesmo ano, Wilberforce entenderia que a sua missão de vida passaria a ser a luta pela supressão da escravatura e por uma reforma moral da corrupta sociedade do seu tempo. O ex-traficante Newton, agora pastor e determinado a combater a escravatura, tornar-se-ia uma grande inspiração para a gigantesca luta de Wilberforce e seus companheiros.
Os argumentos para o comércio de escravos eram de natureza económica e política pelo que os abolicionistas tinham contra si grandes poderes e interesses. William Wilberforce travou uma luta titânica, nomeadamente na Câmara dos Comuns. Apresentou várias propostas de lei, bloqueadas vez após vez. Wilberforce expressou assim o seu compromisso: “a perversidade do comércio [de escravos] era tão gigantesca, tão medonha e tão irremediável que a minha mente estava completamente preparada para a abolição. Fossem quais fossem as consequências. Desde então determinei que nunca descansaria até que tivesse conseguido a sua abolição.” (citado em “131 Christians Everyone Should Know”).
Finalmente, o ultrajante comércio de escravos foi oficialmente abolido em 1807 embora a completa abolição tivesse ocorrido apenas em 1833, ano da morte de Wilberforce. O seu sonho realizar-se-ia.
Wilberforce desempenhou um papel fundamental na criação da British and Foreign Bible Society (Sociedade Bíblica), em 1804, e da Church Missionary Society, em 1799, entre outras instituições. O seu livro “A Practical View…”, publicado em 1797, uma crítica contundente ao Cristianismo acomodado, foi um bestseller. Ele tinha o dom de entender e afirmar a fé cristã permeando todos os domínios da vida. Nas palavras do biógrafo Robin Furneaux, “a sua mensagem era a de que não bastava professar o Cristianismo, levar uma vida decente e ir à Igreja aos Domingos, mas que o Cristianismo atravessa cada aspecto, cada canto da vida cristã. A sua abordagem do Cristianismo era essencialmente prática.“
A história não terá muitas pessoas que tenham contribuído tanto para o bem da sociedade como William Wilberforce, a consciência da nação, nas palavras de Winston Churchill. Como escreveu em “A Practical View…”, “os interesses do cristão nominal concentram-se nas coisas temporais, os interesses do cristão autêntico concentram-se em coisas eternas”.
Este filme proporciona uma ocasião excelente para reflexão sobre o efeito da fé na vida do dia a dia, “o Cristianismo na prática”, diria Wilberforce.
O site do filme inclui várias sugestões para debates à volta desta temática e um guião para estudar os grandes ensinos bíblicos em que Wilberforce fundamentou a sua vida, bem evidentes no filme: http://www.amazinggracemovie.com
Os educadores têm na secção “faithguide” um excelente recurso para o desenvolvimento de valores e de descoberta da fé a partir de cenas específicas do filme: http://www.amazinggracethemovie.co.uk/_pdf/ag_faithguide_uk.pdf
Wilberforce foi uma daquelas pessoas para quem o Evangelho tem a ver com todos os domínios da vida, moldando os valores implícitos do pensar, do ser, do fazer. As consequências estão à vista. Nas palavras de Hans Burki “Quem realmente tiver paz com Deus também a terá com todas as coisas…“
Este princípio está muito bem desenvolvido no recente artigo “O Que é a Missão Integral da Igreja?”, por Vinoth Ramachandra, disponível em http://www.gbu.pt/conteudos/uploads/Files/gbup/MissoIntegral-VinothRamachandra.pdf Um texto para estudar!
UMA ESPÉCIE EM VIAS DE EXTINÇÃO?!
2 de Março de 2009
Estas duas situações aconteceram num destes dias. Um jovem vê uma senhora a correr apressadamente na direcção do autocarro que se preparava para arrancar, e, enquanto corria, naquela atrapalhação de malas e sacos ao vento, deixa cair uma nota de dez euros. Um jovem estudante com recursos limitados, vê a nota, apanha-a e corre na direcção da senhora que fica surpresa quando ele lhe devolve o dinheiro, dizendo: “A senhora deixou cair isto…”.
Um destes dias, também, alguém ao aperceber-se que no carrinho de compras do híper estavam dois produtos que não tinham sido pagos, bate à porta, pois eram 21h00 e tinham acabado de encerrar os serviços, para dizer que não tinha pago dois produtos e queria fazê-lo. Os lojistas e o respectivo chefe ficaram estupefactos, e agradeceram agradavelmente surpreendidos. Disseram ainda uma frase que me deixou a pensar: “Afinal, ainda há pessoas sérias!”.
Será que situações destas são raras nos dias que correm?
Foi muito curioso ver o programa “CQC” fazer testes à honestidade dos portugueses!
http://www.youtube.com/watch?v=7FC2cVWRfOM
http://www.youtube.com/watch?v=4XhXVllEDec&feature=related
É impressionante a facilidade com que, hoje, as pessoas se deixam corromper e deliberadamente optam pela desonestidade, por vezes, até a troco de meia dúzia de cêntimos. Fico deveras surpreendido sobretudo com aqueles idosos que até foram educados em tempos que muitas vezes as compras e os contratos eram baseados na honra da palavra, sustentados com uma honestidade que, não sendo perfeita, ainda era admirada por todos. E hoje admitem à boca cheia, sem qualquer tipo de vergonha ou pudor, que a troco de um punhado de euros, contradizem a educação e os valores que receberam dessa ultrapassada sociedade.
Afinal, todos ou quase todos fazem assim. Já me fizeram a mim, então poderei, ou até deverei, fazer a outros.
Que moral, que ética temos nós hoje, na sociedade que todos nós ajudamos a construir?
A nossa justiça é fundamentada em valores judaico-cristãos que estão revelados nas Sagradas Escrituras – a Bíblia. Lá encontramos Jesus a dizer “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles”(Mt. 7,12).
Lembro-me de uma vez ficar muito preocupado com a perda de uma carteira, que, além dos meus documentos pessoais, tinha dinheiro bastante para fazer qualquer coisa que não mais me recordo o quê, mas sei que era uma quantia bastante considerável. E quão bom foi receber um telefonema de alguém que nunca tinha visto na vida, e depois devolvê-la tal como tinha sido perdida. Agradeci muito à pessoa e a Deus por ter sido agraciado.
Sei que não será fácil ser diferente ou agir de maneira oposta à maioria. Mas não quero ser igual, se esta igualdade fizer de mim alguém que não admire, e não procure o bem-estar daquele que está á minha volta.
É, de certo modo, frustrante quando se opta pela honestidade e se recebe um comentário tipo: “Olha que tolo, se fosse eu…”. Mas, mesmo assim, vale a pena, pois fizemos o que era certo, optámos pelo bem, contribuímos com algo de bom e agraciámos alguém.
E quanto a recompensas, creio que a maior recompensa está no acto de fazer o bem, mas a vida, pela lei da semeadura, encarregar-se-á de nos fazer colher o bem que plantámos, ou não existisse Deus.
Rui Sabino
25 de Novembro de 2008
Gosto de meditar sobre personagens bíblicos. Homens e mulheres de carne e osso como nós que viveram vidas reais, e não de faz de conta, e que foram escolhidas por Deus para nos ensinarem a viver, assim o creio.
Tenho aprendido muito com esses meus amigos, que me ajudam sem dúvida a gostar mais de mim, do meu próximo e do meu Deus.
José foi fantástico, muito podemos aprender com ele, pois teve uma vida difícil, com circunstância que jamais vivi, e espero não viver, mas também de múltiplas vitórias e sucesso. Chama-me a atenção o seu carácter correcto desde os seus 17 anos até ao final da sua vida. José foi o filho preferido, foi escravo, foi recluso, foi governador da maior potência do seu tempo, o Egipto. Durante a sua governação, todas as terras à volta do Egipto passaram grande necessidade, sete anos de crise absoluta, daí surgiu a expressão “tempo de vacas magras”. José foi administrador e teve na sua mão autoridade sobre a subsistência daqueles povos. Isto podia tê-lo ensoberbecido, tornando-o arrogante, com “complexo de superioridade”. Mas não foi um vaidoso arrogante que terminou a vida com 110 anos, mas um homem bom, correcto, incapaz de pagar o mal com o mal, mas empenhado em fazer o bem a quem estava à sua volta e nunca perdendo a sua fé, a grande reverência que tinha pelo seu Deus. Como dizia alguém, José, foi um homem com H grande.
Gosto desta maneira de pensar e ser. Independentemente do poder, autoridade, relevância, influência e qualquer tipo de supremacia, profissional ou outra, sobre pessoas, devo manter o meu carácter, os bons valores, o desejo de querer fazer bem aos que estão à minha volta e agradar ao meu Deus.
Pessoas há que quando chegam ao topo, ou à liderança, mudam, tornam-se distantes, altivas, esquecendo-se por vezes até da sua própria história, ou mesmo da dos seus pais.
Jimmy Cárter, ex-presidente dos E.U.A, chamado por muitos como o melhor ex-presidente da América, ganhou o prémio Nobel da Paz em 2002. Conhecido pelo seu trabalho na resolução de conflitos, diplomacia e trabalho humanitário.
Ele que é da opinião de que não existem guerras preventivas, mas que guerra gera guerra e nada mais, nesta e noutras opiniões, identifico-me muito com ele.
Entre muitas coisas que me chamaram a atenção numa entrevista sua que vi, feita pelo fundador da Willow Creek Association, foi a sua humildade, a sua conduta correcta, o seu carácter e fé.
A determinada altura, Bill Hybels pergunta-lhe se quando entrou na política teve dificuldade em adaptar-se, se levou tempo para fazer a transição, por outras palavra, se ele tinha mudado. Carter responde-lhe com muita segurança “posso dizer que não, pois nunca mudei o meu carácter, os meus princípios e o meu modo de viver”. Disse mais, que tinha permanecido o mesmo enquanto empresário, na Marinha, como Senador, Governador e Presidente dos E.U.A.
Ele teve uma resposta diferente do que estou habituado a ver. Ainda hoje vive na pequena cidade de Plains, com menos de 700 pessoas, onde nasceu, mantém as mesmas amizades e hábitos de vida.
Depois da presidência tem trabalhado com a Habitat, a angariar fundos para construção de casas para os mais necessitados, e não poucas vezes dá a sua energia como mão de obra nessas construções. Fundou o Carter Center, que procura dar dignidade de vida àqueles que muitas vezes são marginalizados, 75% dos fundos estão a ser aplicados em curar doenças que a Organização Mundial da Saúde chama de doenças negligenciadas, devido à pobreza extrema.
A fama, o poder e a influência de alguém que ocupou, porventura, o lugar mais poderoso do nosso tempo não corrompeu a sua fé, o seu carácter, os seus valores e o desejo de honrar o próximo e o seu Deus, antes potenciou-o!
José no Egipto, Jimmy Carter na América, e eu, onde quer que me encontrar, posso ser um homem de carácter, respeitando os outros, procurando fazer-lhes bem, vivendo valores dignos e não os vendendo por qualquer circunstância ou protagonismo. Creio que esse é parte do segredo para deixar vidas egocêntricas e fúteis, e viver com verdadeiro sentido.
Rui Sabino
7 de Novembro de 2008
José foi um exemplo de integridade. Traído pelos seus irmãos e vendido a uma comitiva de mercadores midianitas que faziam comércio no Egipto, foi depois comprado pelo chefe da guarda de faraó, Potifar, a quem passou a servir. Algum tempo depois, Potifar, um líder de homens, reconheceu em José muitas potencialidades e que Deus era com ele. Pô-lo como mordomo de sua casa. José tinha total autoridade sobre as propriedades daquele homem rico e importante, porém não deixava de continuar a ser um escravo.
Potifar estava bem agradado da gestão e do cuidado de José pelas suas propriedades, pois prosperavam muito.
A situação complicou-se quando a mulher de Potifar começou a ver em José um possível amante. Procurou seduzi-lo vezes sem conta. Porém, ele foi negando tal desejo da mulher do seu senhor, dizendo que não poderia fazer tal coisa, pois estaria a pecar contra Potifar e contra Deus.
Por mais que ninguém viesse a saber, ele saberia. A sua capacidade de amar o próximo e a Deus não lhe permitiam cair nesse erro.
Para se manter íntegro arriscou a sua vida. Bastava uma queixa, uma mentira da sua senhora e seria morto, ou, no mínimo, seria colocado numa prisão destituída de qualquer dignidade para receber pessoas. A negação de José levou à sua prisão, mas manteve-se íntegro.
Sabemos que da prisão saiu para ser administrador do Egipto, mas ele não sabia o seu futuro quando teve que decidir ser fiel aos seus princípios.
A integridade é a qualidade de nos mantermos autênticos, transparentes, sinceros, confiáveis, dignos e justos.
Rui Sabino
Azores, 25 Maio 2013